O Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), recebeu, nesta quinta-feira (14), o primeiro filhote de macaco bugio acolhido pela unidade, desde o início das atividades. O pequeno animal, também conhecido popularmente como guariba ou capelão, foi encontrado sozinho em uma estrada vicinal no município de Barras e agora passa por um intenso processo de recuperação em Teresina.
O animal, com idade estimada entre um e dois meses, foi localizado no fim da tarde desta quarta-feira, por um agricultor da região. Ao perceber os sons emitidos pelo filhote, o produtor rural procurou pela mãe ou por algum bando nas proximidades, mas não encontrou nenhum outro animal. Sensibilizado com a situação, ele recolheu o bugio e conseguiu alimentá-lo provisoriamente com leite e banana até acionar as equipes responsáveis pelo resgate.
A mobilização envolveu um bombeiro civil do município, que entrou em contato com agentes da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), garantindo o encaminhamento seguro do animal para o Cetas, em Teresina. Segundo a gerente de Fauna e Proteção Animal da Semarh, Danielle Melo, o filhote chegou ativo e já está sendo acompanhado por uma equipe multidisciplinar.
“Esse é o primeiro filhote de bugio acolhido pelo nosso Cetas. Ele vai passar por acompanhamento diário, com alimentação formulada por zootecnista, avaliação comportamental feita pela equipe de biologia e monitoramento clínico constante realizado pelos médicos veterinários”, destacou Danielle.
Ainda de acordo com a equipe técnica, o animal passou por anamnese logo após o resgate e apresentou bom estado geral de saúde, sem sinais de ectoparasitas e com comportamento ativo. A coordenadora de Proteção dos Animais Silvestres da Semarh, Jenniffer Pinheiro, ressaltou a importância da participação da população nos resgates de fauna silvestre.
“Esse acolhimento mostra como a conscientização da população é fundamental. O agricultor teve a sensibilidade de procurar ajuda especializada e isso foi decisivo para aumentar as chances de sobrevivência do filhote”, afirmou a coordenadora.
Atualmente, o Cetas do Piauí abriga mais de 150 animais silvestres em processo de recuperação, entre mamíferos, aves e répteis. Os animais resgatados recebem atendimento veterinário, alimentação adequada e acompanhamento técnico até que possam, quando possível, retornar à natureza.
Para a Semarh, o caso do pequeno bugio simboliza não apenas um marco para o centro de triagem, mas também o fortalecimento das políticas de proteção à fauna silvestre no estado, ampliando a capacidade de resposta da rede ambiental diante de situações de resgate e reabilitação de espécies nativas do Piauí.

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